Bitcoin despenca abaixo de US$ 70 mil em meio a onda de vendas global e "crise de fé" no mercado
Maior criptomoeda acumula perda de 44% desde o pico de outubro; queda é impulsionada por liquidações e aversão ao risco, afetando também os ETFs
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O Bitcoin quebrou a barreira psicológica de US$ 70 mil nesta quinta-feira (5), atingindo seu menor patamar em 15 meses. A maior criptomoeda do mundo está em uma espiral de queda acentuada, acumulando uma perda de mais de 44% desde seu pico histórico em outubro de 2024.
A queda faz parte de um movimento mais amplo de aversão ao risco nos mercados globais, que também derrubou índices de referência como o Nasdaq 100. Especialistas apontam que o mercado de criptomoedas enfrenta uma "crise de fé", com o sentimento mudando rapidamente da euforia para o medo.
Causas da Queda:
- Liquidações forçadas: Cerca de US$ 722 milhões em posições de compra (longas) foram liquidadas nas últimas 24 horas, pressionando os preços para baixo.
- Fuga para ativos seguros: Investidores estão abandonando ativos de risco (como criptomoedas e ações de tecnologia) diante da instabilidade global.
- Saída de recursos dos ETFs: Após uma breve entrada de capital, os ETFs de Bitcoin nos EUA registraram uma saída líquida de mais de US$ 800 milhões em dois dias, sinalizando falta de confiança de grandes investidores.
- Fim da "complacência": Analistas dizem que o movimento agora é guiado mais por mecanismos técnicos de mercado do que por narrativas otimistas de adoção institucional.
Impacto e Perspectivas:
O mercado de criptomoedas como um todo perdeu mais de US$ 460 bilhões em valor na última semana. O Bitcoin, sozinho, acumula queda de quase 20% em 2026. Analistas alertam que, se a moeda não se recuperar e se manter acima de US$ 72 mil, há risco de cair para US$ 68 mil ou até retornar aos mínimos de 2024.
A queda coloca em dúvida a tese do Bitcoin como um "porto seguro" em tempos de turbulência, mostrando sua alta correlação com o apetite por risco dos investidores globais.