Argentina e EUA assinam acordo para ampliar transparência no mercado de minerais críticos
Parceria busca diversificar cadeias de suprimento, garantir fornecimento estratégico e fortalecer investimento em tecnologias avançadas
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Argentina e Estados Unidos firmaram nesta quarta-feira (4/2), em Washington, um acordo sobre minerais críticos, com o objetivo de aumentar a transparência do mercado e assegurar o fornecimento de insumos estratégicos para setores como tecnologia, defesa e segurança. As informações são do governo argentino e do Departamento de Estado dos EUA.
O acordo foi assinado durante uma cúpula ministerial convocada pelo governo de Donald Trump, que reuniu representantes de mais de 50 países. A Argentina foi representada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, enquanto os EUA contaram com a presença de autoridades de alto escalão, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, o vice-presidente JD Vance e o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Durante o evento, Vance destacou que o objetivo é criar um bloco comercial de minerais críticos entre aliados, garantindo acesso a financiamento privado e fornecimento seguro em situações de contingência. Rubio reforçou o papel estratégico da Argentina no setor, lembrando que os recursos naturais do país beneficiam diversos mercados globais e a economia local.
O governo argentino informou que o acordo visa fortalecer e diversificar as cadeias de valor, atrair investimentos produtivos de longo prazo e atender ao aumento global da demanda por minerais usados em tecnologias avançadas. Em 2025, o setor de mineração da Argentina registrou exportações recordes de US$ 6,037 bilhões, com destaque para minerais críticos como lítio e cobre, segundo o Ministério das Relações Exteriores do país.
Segundo Quirno, minerais críticos se tornaram fundamentais para a segurança nacional, a competitividade industrial e o cenário geopolítico. O acordo busca também estabelecer preços de referência e evitar influência externa de agentes de mercado, em referência ao papel da China no setor.
Entre os países presentes à cúpula estavam membros do G7, além de Índia, Coreia do Sul, Austrália, México, Nova Zelândia, Bolívia, Paraguai e Argentina, todos classificados como parceiros estratégicos para a iniciativa.