Criança de 9 anos com trauma craniano é caso mais grave entre feridos de acidente com romeiros em Alagoas
Ônibus "passou direto na curva" e capotou; duas retroescavadeiras foram usadas para virar veículo e resgatar corpos. Motorista sobreviveu com fraturas graves
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Os detalhes chocantes do grave acidente com o ônibus de romeiros na AL-220, em São José da Tapera, foram revelados pelas autoridades em coletiva. O caso mais crítico entre os feridos é o de uma criança de 9 anos com traumatismo cranioencefálico grave, entubada e transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. O motorista do ônibus sobreviveu com fraturas nas duas pernas e está grave em Santana do Ipanema.
O diretor-presidente do DEA, coronel André Madeiro, descreveu a dinâmica: “O ônibus passou direto na curva... Ao capotar, algumas pessoas foram projetadas para fora, outras ficaram presas embaixo. Foram necessárias duas retroescavadeiras para desvirar o ônibus. Foi um acidente bem feio”.
Os primeiros socorros foram acionados às 6h20. Uma operação integrada do DEA (com 3 aeronaves), Samu, Corpo de Bombeiros e PM foi mobilizada. O Samu seguiu o protocolo para múltiplas vítimas, delimitando uma "zona quente" para atuação segura.
Situação:
- Caso mais grave: Criança de 9 anos com TCE, entubada, com tórax drenado, transferida para o HGE.
- Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS): Recebeu 15 feridos. Dois em estado grave (precisam de cirurgia) e 13 na ala amarela (estado estável).
- Mortos: As 15 vítimas fatais já estavam sem vida quando as equipes chegaram. Dois corpos estavam presos sob o ônibus. Nenhuma vítima morreu a caminho do hospital.
- Motorista: Sobreviveu, está no Hospital de Santana do Ipanema com fraturas nas duas pernas e aguarda cirurgia.
Peritos criminais já estão no local coletando vestígios. O tacógrafo do ônibus (que registra velocidade e tempo) foi recolhido, e marcas de frenagem foram identificadas próximo à curva. Os trabalhos periciais devem ser concluídos em até 30 dias para determinar a causa exata do acidente.
A tragédia, que mobilizou o estado, mostra a violência do impacto e a eficiência da resposta emergencial, enquanto famílias aguardam notícias dos feridos e se despedem dos 15 mortos.