Acidente com ônibus de romeiros: prefeito diz que motorista "passou direto na curva" e levanta suspeita de superlotação
Bueno Higino, prefeito de Coité do Nóia (AL), relata que frota de 17 ônibus levou cerca de 900 fiéis a Juazeiro. Imagens mostram vítimas jogadas para fora
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Em novas declarações sobre o acidente que matou 15 romeiros na AL-220, em São José da Tapera (AL), o prefeito de Coité do Nóia, Bueno Higino, trouxe mais detalhes sobre a dinâmica da tragédia e levantou uma grave suspeita de superlotação do veículo.
Segundo o prefeito, durante entrevista a rádio NN, a informação que chegou a ele é de que não houve problema mecânico. “Pelos relatos que deram, não foi problema mecânico, a gente acredita que foi um problema com motorista, porque passou direto numa curva. Foi essa informação que chegou até mim”, afirmou Higino.
A curva em questão, conhecida como "Curva do S" no Distrito Caboclo, é historicamente perigosa e já registrou outros acidentes.
Bueno Higino revelou que 17 ônibus saíram de Coité do Nóia com destino a Juazeiro do Norte (CE), transportando entre 800 e 900 pessoas. Ele disse ter sempre muita preocupação com a segurança da romaria, dada a grande responsabilidade.
No entanto, há uma suspeita grave: o ônibus acidentado estaria transportando ao menos 60 pessoas, fato já confirmado pelo Governo de Alagoas em nota, o que pode indicar superlotação, já que a capacidade máxima de um ônibus convencional de viagem é normalmente de 44 a 50 passageiros.
O prefeito também informou que, poucos quilômetros antes do acidente, o ônibus fez uma parada para lanche e descanso dos fiéis.
Imagens obtidas pela reportagem mostram a extrema gravidade do capotamento: várias vítimas, mortas e feridas, foram jogadas para fora do veículo com o impacto, e há corpos ainda dentro do ônibus.
As investigações da Polícia Civil e do Instituto de Criminalística agora devem apurar oficialmente as causas, incluindo a condição do motorista, a velocidade, a possível superlotação e as condições do trecho da rodovia.