31 de julho de 2025

Polícia apreende 550 kg de pólvora clandestina e prende dois homens no Agreste de Pernambuco

Operação em Cumaru e Riacho das Almas apreendeu ainda armas e munições. Investigação começou após explosão atingir carro em loteamento

Por Paula Tabosa
Publicado em
Polícia Civil apreende meia tonelada de pólvora ilegal e prende dois homens - Foto: Reprodução

Dois homens foram presos na segunda-feira (2) suspeitos de uso e armazenamento de material explosivo sem licença, nos municípios de Cumaru e Riacho das Almas, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Civil, aproximadamente 550 quilos de pólvora foram apreendidos, além de armas e munições.

A investigação começou após uma denúncia envolvendo um empresário de Cumaru, identificado como Carlindo Peteira, que estaria utilizando dinamites para explodir pedras em um loteamento. Em uma das detonações, fragmentos de rocha atingiram um veículo, o que levou a polícia a aprofundar as apurações. Surgiram, então, indícios de que a pólvora utilizada nas explosões estaria sendo adquirida de forma ilegal em uma fábrica localizada em Riacho das Almas.

Com as informações, equipes policiais foram até o distrito de Ameixas, em Cumaru, onde encontraram um dos suspeitos com um balde contendo pólvora e outros homens operando máquinas para perfuração de rochas. Segundo a corporação, o material explosivo não possuía autorização legal para uso.

Carlindo foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Cumaru para prestar esclarecimentos e afirmou ter comprado os explosivos com um homem identificado como Gilvan Abel, em Riacho das Almas. A partir do depoimento, os policiais seguiram até o endereço indicado e localizaram cerca de meia tonelada de pólvora armazenada de forma irregular.

Além do material explosivo, foram apreendidos espingardas artesanais, munições industriais, um revólver com munições e materiais utilizados na fabricação de munições.

Devido à grande quantidade de explosivos, o Instituto de Criminalística (IC) e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram acionados para auxiliar na operação e recolher o material. Parte da pólvora foi destruída após perícia. Os dois homens permaneceram à disposição da Justiça.

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