31 de julho de 2025
PERNAMBUCO

Tragédia da Hemodiálise, em Caruaru (PE), completa 30 anos e famílias ainda buscam justiça

Caso que matou mais de 60 pessoas por água contaminada com algas tóxicas levou a mudanças nacionais nos protocolos de diálise

Por Paula Tabosa
Publicado em
Tragédia da Hemodiálise em Caruaru completa 30 anos - Foto: Reprodução

O caso conhecido como “Tragédia da Hemodiálise”, que resultou na morte de mais de 60 pacientes renais em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, completa 30 anos. A situação ganhou repercussão nacional e internacional e, até hoje, familiares e sobreviventes ainda lutam por indenizações.

Cerca de 140 pacientes foram contaminados durante sessões de hemodiálise por uma toxina chamada microcistina-LR, produzida por algas presentes na água utilizada no procedimento. Foi o primeiro registro mundial desse tipo de contaminação em clínicas de diálise, o que dificultou a identificação imediata da causa das mortes.

Especialistas de vários países participaram das investigações e concluíram que a água vinha de um reservatório afetado pela seca, o que favoreceu a concentração das algas tóxicas. A substância provocava principalmente danos no fígado, além de sintomas neurológicos e dores musculares, sem relação direta com os rins.

Após o episódio, o Ministério da Saúde determinou mudanças rigorosas nos padrões de segurança das clínicas de diálise em todo o Brasil, tornando obrigatório o uso de osmose reversa no tratamento da água. A medida modificou significativamente o controle de qualidade do procedimento e buscou evitar que uma tragédia semelhante voltasse a acontecer.

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