Menopausa pode alterar controle do açúcar no sangue e favorecer ganho de peso, alerta especialista
Profissional explica como a queda natural do hormônio estrogênio interfere no metabolismo e na resposta do corpo à insulina
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Além dos conhecidos sintomas como ondas de calor e alterações de humor, a menopausa também pode trazer um efeito menos notado, porém significativo: a instabilidade da glicemia, ou seja, da concentração de açúcar no sangue. A informação é da nutricionista clínica Sabina Donadelli, que explica como a queda natural do hormônio estrogênio interfere no metabolismo e na resposta do corpo à insulina.
"Na menopausa, o corpo passa a ter mais dificuldade para lidar com a glicose. Isso favorece picos de açúcar no sangue após as refeições e quedas rápidas depois, o que gera mais fome, cansaço e vontade por doces", afirma a especialista. Segundo ela, essa mudança hormonal também está ligada ao acúmulo de gordura visceral, um fator associado à resistência à insulina e que contribui para o ganho de peso comum nessa fase, mesmo sem alterações na alimentação.
Estratégias para estabilizar a glicemia
Em entrevista ao Metrópoles, a nutricionista Sabina Donadelli indica algumas práticas que podem ajudar a controlar melhor os níveis de açúcar no sangue durante a menopausa:
- Mix de sementes: Consumir diariamente um mix de chia, linhaça, semente de abóbora, girassol e gergelim fornece fibras, gorduras boas e compostos bioativos que desaceleram a absorção da glicose e aumentam a saciedade.
- Jejum intermitente planejado: A prática, feita em média três vezes por semana e de forma individualizada, pode favorecer a estabilidade glicêmica.
- Priorizar proteínas e fibras: Dar preferência a proteínas nas primeiras refeições do dia, consumir fibras antes dos carboidratos e associar gorduras boas às refeições ajudam a evitar picos de açúcar.
- Exercícios de força: A prática regular aumenta a sensibilidade à insulina, sendo fundamental para o metabolismo nessa fase.
A nutricionista reforça que qualquer mudança na alimentação ou na rotina deve ser acompanhada por um profissional de saúde, que pode orientar de forma personalizada, considerando o histórico e as necessidades individuais de cada mulher.