Prisão de piloto acusado de agredir adolescente no DF; Juiz diz que há indícios de interferência nas investigações
Pedro Turra, de 19 anos, foi preso novamente após decisão judicial citar tentativas de combinar versões. Vítima de 16 anos segue em coma induzido
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O piloto e empresário Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, foi preso novamente na tarde desta sexta-feira (30) por determinação judicial. A decisão, da 1ª Vara Criminal de Taguatinga, atendeu a um pedido da Polícia Civil e do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) e citou a existência de indícios de que o acusado interferiu nas investigações.
O juiz destacou em seu despacho que há "notícias de interferência do piloto nas investigações", com conversas via redes sociais sugerindo a combinação de versões para sustentar uma eventual tese de legítima defesa. A decisão também apontou que Turra cometeu "agressões físicas repetidas vezes".
Durante a prisão, realizada na casa da mãe do piloto, a polícia fez buscas em sua residência em Águas Claras e apreendeu celulares, facas e um soco inglês – que, segundo o delegado, eram usados para amedrontar outras pessoas.
A prisão é relacionada a uma briga ocorrida no dia 23 de janeiro em Vicente Pires, motivada por uma brincadeira com um chiclete. Turra agrediu um adolescente de 16 anos, que sofreu uma série de golpes, bateu a cabeça em um carro e permanece em coma induzido há uma semana, sem previsão de alta. Ele já passou por uma cirurgia craniana.
Turra havia sido preso em flagrante na ocasião, mas foi solto após pagar uma fiança de R$ 24,3 mil. Ele foi desligado da temporada 2026 da Fórmula Delta.
O piloto é investigado por quatro ocorrências, incluindo três agressões anteriores e uma denúncia de tentar forçar uma jovem menor de idade a ingerir bebida alcoólica.
O tio do adolescente agredido, Flávio Fleury, declarou em entrevista coletiva que "a vida de toda a família parou" e classificou a soltura anterior de Turra como uma "clara injustiça", destacando a desproporção física entre o agressor e a vítima.
A defesa de Pedro Turra informou que não se pronunciará sobre os casos. A Justiça negou um pedido anterior de prisão preventiva (por questão processual) e também recusou um pedido da defesa do acusado para que o processo tramitasse em sigilo.