31 de julho de 2025
violência

Multidão tenta invadir casa para agredir babá acusada de maus-tratos a criança autista em Arapiraca (AL)

Polícia Militar precisou intervir para conter revolta de moradores; caso já é investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente e pelo MPAL

Por Redação
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Criança autista de 5 anos teria sido agredida por babá - Foto: Reprodução

Uma revolta popular quase terminou em agressão física na noite desta sexta-feira (30), no bairro Brasília, em Arapiraca, após a divulgação de uma denúncia de maus-tratos contra uma criança autista de 5 anos. Um grupo de moradores cercou a residência onde estava a babá suspeita e tentou invadir o imóvel para espancá-la, em um claro episódio de tentativa de justiça com as próprias mãos.

De acordo com a Polícia Militar de Alagoas (PMAL), uma guarnição foi acionada para conter a situação. No local, os policiais encontraram dezenas de pessoas exaltadas, acusando a mulher de ter agredido a criança em dezembro de 2025. A babá, temendo ser linchada, permaneceu trancada dentro da casa de familiares enquanto a multidão gritava ameaças do lado de fora. A PM afirmou que o clima era de extrema tensão e que havia risco real de espancamento, o que exigiu intervenção imediata para dispersar os manifestantes.

Os populares envolvidos não têm ligação direta com a família da vítima, mas agiram movidos pela indignação gerada pelas informações que circularam sobre o caso. Para acalmar os ânimos, a polícia conduziu as partes à Central de Polícia. Não foi lavrado um Termo Circunstanciado por ameaça, pois a mulher não conseguiu identificar individualmente os autores das ameaças, apenas relatou ter ouvido gritos e xingamentos coletivos. A ocorrência foi registrada como "manifestação pública".

O caso dos supostos maus-tratos à criança autista já está sendo investigado pela Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente de Arapiraca, com acompanhamento do Ministério Público de Alagoas (MPAL) e do Conselho Tutelar.

Até o momento, não há mandado de prisão contra a babá. As autoridades reforçam que a apuração deve seguir o devido processo legal e alertam que tentativas de justiçamento podem resultar em responsabilização criminal dos envolvidos.