31 de julho de 2025
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Ataque a adolescente em Olinda foi provavelmente de tubarão-cabeça-chata, diz comitê

Cemit confirma que animal é tubarão-cabeça-chata; ataque ocorreu em área com histórico de incidentes e monitoramento será retomado no litoral de Pernambuco

Por Redação
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Tubarão-cabeça-chata - Foto: Chaloklum Diving

O corpo de Deivison Rocha Dantas, de 13 anos, morto após um ataque de tubarão em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, foi enterrado na tarde desta sexta-feira (30). O adolescente foi mordido pelo animal na quinta-feira e chegou sem vida ao atendimento médico. Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), o animal pertence provavelmente à espécie tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas), comum na região.

O Cemit informou que a lesão fatal, localizada na coxa direita, media 33 cm de diâmetro e apresentava um padrão compatível com a dentição em forma de "garfo/faca", característica dessa espécie. A área do ataque, próxima a um estuário e à foz de rios, reforça a hipótese, já que o tubarão-cabeça-chata tem alta afinidade com ambientes costeiros e de influência fluvial. Desde 1992, Pernambuco registrou 82 incidentes com tubarões, a maioria concentrada no litoral da Grande Recife.

Um trecho de 33 quilômetros de praia, entre o Cabo de Santo Agostinho e Olinda, é considerado área de atenção com maior probabilidade de incidentes. Embora um decreto estadual proíba atividades náuticas nesse trecho, o banho de mar não é vedado, exceto em um específico segmento de 2,2 km na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Atualmente, existem 150 placas de sinalização sobre o risco de tubarões no litoral pernambucano, sendo 13 em Olinda.

O governo de Pernambuco anunciou a retomada do monitoramento de tubarões, interrompido desde 2015, por meio de um edital que prevê investimento de até R$ 1,05 milhão em 24 meses. O projeto incluirá o uso de microchips para acompanhamento dos animais, com foco no trecho prioritário de 33 km. Enquanto isso, o monitoramento ativo é realizado apenas no Arquipélago de Fernando de Noronha, pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em parceria com órgãos ambientais.

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