Influenciadora e esteticista viram réus por comercializar produtos impróprios em clínica de estética no Rio
Defesa de Rayane Figliuzzi alega que clínica estava fechada e que ela não gerenciava o local durante as irregularidades
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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou a influenciadora digital e empresária Rayane Figliuzzi e uma esteticista por crime contra as relações de consumo. A acusação formal ocorreu após uma operação, em dezembro do ano passado, interditar a clínica de estética e bronzeamento das acusadas por encontrar produtos inadequados.
Segundo a denúncia, as duas são acusadas de "vender, expor à venda, ter em depósito ou entregar matéria-prima/mercadoria imprópria para consumo". A pena para esse crime pode variar de dois a cinco anos de detenção, além de multa. A promotora do caso classificou a conduta como culposa (sem intenção), o que pode resultar em uma redução da pena.
A ação policial foi deflagrada pela Delegacia do Consumidor (Decon) e pela Vigilância Sanitária após receberem denúncias de clientes. Durante a vistoria, os fiscais encontraram produtos usados, mal acondicionados, frascos e equipamentos sem identificação e até material infectante descartado de forma inadequada no local.
No dia 8 de janeiro, o juiz da 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá aceitou a denúncia. Com essa decisão, Rayane Figliuzzi e a esteticista deixaram de ser investigadas e passaram oficialmente à condição de rés. O processo penal agora segue seus trâmites legais, com prazos estabelecidos pela Justiça.
A defesa da influenciadora, que é namorada do cantor Belo, se manifestou por meio de nota. Os advogados afirmam que a clínica "estava fechada e sem funcionamento havia meses", alegando que as atividades foram encerradas no período em que Rayane participava de um reality show. A defesa também declarou que a empresária "nunca colocou à venda nem autorizou a comercialização" dos produtos irregulares e que ela desconhece a origem do material apreendido.
O caso segue em andamento na Justiça carioca.