Nutricionista paralisada em mergulho começa a mover o braço após tratamento experimental brasileiro
Flávia Bueno, 35, recebeu a proteína polilaminina, desenvolvida pela UFRJ, após fratura na coluna. Família arrecada recursos para custear internação em hospital privado
Publicado em
A nutricionista e influenciadora Flávia Bueno, de 35 anos, que ficou paralisada após um mergulho em Maresias no início de janeiro, começou a mover o braço direito após receber um tratamento experimental brasileiro com a proteína polilaminina. A substância, desenvolvida há 25 anos pela UFRJ, busca regenerar tecidos nervosos e foi aplicada em Flávia sob um protocolo judicial.
Ela sofreu fraturas nas vértebras C3 a C6 ao bater em um bolsão de areia, o que causou paralisia nos quatro membros e perda de sensibilidade. Após ser operada no Hospital Israelita Albert Einstein, onde está internada sem plano de saúde, Flávia recebeu a polilaminina cerca de dez dias após a lesão. Três dias depois, recuperou força no bíceps e conseguiu dobrar o cotovelo sob comando médico.
Apesar da evolução, o quadro ainda é grave: o acidente causou isquemias cerebrais que afetam equilíbrio e motricidade. A família mantém uma campanha de arrecadação via PIX para custear as despesas hospitalares, que já ultrapassam R$ 1 milhão. A Anvisa autorizou o início de estudos clínicos para avaliar a segurança da polilaminina, mas ela ainda aguarda aprovação para uso em larga escala.