Ofensiva do frio: comando russo usa tortura com neve e isolamento para punir soldados na guerra da Ucrânia
Vídeos e relatos mostram militares amarrados a árvores, sufocados com neve e presos em buracos no solo como disciplina
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Novas evidências que circulam em canais de monitoramento do conflito na Ucrânia revelam que oficiais do exército russo estão aplicando métodos brutais de tortura contra seus próprios soldados no front. Imagens mostram militares sendo amarrados a árvores e expostos ao frio intenso, muitas vezes sem roupas adequadas, como forma de punição. Em um caso recente, soldados foram submetidos a esse castigo por terem roubado maconha de um comandante, conforme relatado pelo tabloide britânico The Sun.
Os vídeos exibem cenas onde superiores jogam neve no rosto dos soldados para dificultar a respiração, uma prática que, segundo grupos de monitoramento de direitos militares, é usada para punir desde consumo de álcool até a recusa de avançar para zonas de combate perigosas. O objetivo seria manter um controle rígido e aterrador sobre as tropas, coibindo deserções e insubordinações.
Além da tortura pelo frio, outro método denunciado é o uso das "zindans" – celas improvisadas cavadas no solo, onde os militares ficam isolados por dias, expostos à umidade e à fome. Depoimentos indicam que, após esse período, os soldados costumam ser enviados para as áreas de maior risco no campo de batalha, em uma espécie de sentença dupla.
Para analistas do conflito, essas práticas refletem uma profunda crise de comando e disciplina dentro das forças armadas russas. A substituição de treinamento adequado e liderança por castigo físico extremo expõe a vulnerabilidade e o desespero da cadeia de comando, criando um cenário em que os soldados enfrentam perigos mortais tanto do inimigo quanto de seus próprios superiores.