31 de julho de 2025
CÂMARA DOS DEPUTADOS

Hugo Motta convoca líderes das bancadas partidárias para organizar retorno dos trabalhos nesta quarta-feira

Temas que serão debatidos incluem o regime de tramitação do acordo Mercosul-UE

Por Patrícia Fahlbusch
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Na retomada do ano legislativo, o Congresso tem 25 medidas provisórias pendentes de votação - Foto: Acervo Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou reunião do colégio de líderes para esta quarta-feira, às 11h, para organizar o retorno dos trabalhos legislativos, previsto para a próxima segunda-feira, 2 de fevereiro. Entre os temas que serão debatidos estão o regime de tramitação do acordo Mercosul-União Europeia, a votação a PEC da Segurança, o PL Antifacção, a regulamentação do trabalho por aplicativo e da Inteligência Artificial.

Na retomada do ano legislativo, o Congresso tem 25 medidas provisórias pendentes de votação, sendo que 10 delas devem perder a validade. Uma é a MP 1313/2025, que rebatiza o Auxílio Gás como Auxílio Gás do Povo e cria modalidade de distribuição gratuita de botijões para famílias de baixa renda, com retirada em revendas autorizadas. O prazo de deliberação expira em 11 de fevereiro, deixando poucos dias úteis para análise.

Em relação aos líderes partidários, PT e PSB confirmaram mudanças dos comandos na Câmara. A troca dos chefes das bancadas está prevista para acontecer logo nas primeiras semanas de fevereiro.

O PSB definiu Jonas Donizette (SP) como novo líder, substituindo Pedro Campos (PE). A oposição ao governo optou pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) como líder. A liderança formal do PL seguirá com o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ). Pelo Partido dos Trabalhadores sai Lindbergh Farias (RJ) e entra Pedro Uczai (SC). Lindbergh se destacou como líder pelo perfil combativo dentro e fora das redes sociais. Protagonizou vários embates com parlamentares de oposição ao governo federal, sendo um dos mais recentes a caminhada promovida pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), marcada pela queda de um raio no local do encerramento do ato.

“Estão me perguntando o que que eu achei dessa mobilização, dessa marcha do Nikolas. Eu acho que uma coisa marcou, do começo ao fim, a irresponsabilidade. Ele começa sem pedir autorização pra caminhar na BR 040. Eles fechavam a via, eles não caminhavam só no acostamento. E agora, no encerramento, no ato em Brasília, estava acontecendo uma tempestade, uma chuva muito forte. Então, os organizadores tem que ter responsabilidade, tinham que ter dispersado aquela mobilização. O Nikolas começa a falar, faz um discurso confuso, e não fala de solidariedade com essas pessoas, que era a primeira coisa que ele tinha que ter pensado. Solidariedade às famílias das pessoas que foram atingidas pelo raio. Ele é um cara muito vazio, não falou nada sobre a vida do povo, atacou o ministro Alexandre Moraes [do Supremo Tribunal Federal], como é de costume. Nós não temos medo de você, e ninguém tem medo do Nikolas”, declarou Lindbergh, que sinalizou acionar a Polícia Federal para que sejam apuradas as responsabilidades do deputado e dos organizadores da “caminhada pela liberdade” pela manutenção do ato mesmo após o incidente do raio ter deixado várias pessoas feridas.