31 de julho de 2025
cumprirá pena

Justiça autoriza transferência de Sérgio Nahas para São Paulo, 23 anos após matar esposa

O assassinato ocorreu em setembro de 2002, no apartamento do casal em um bairro nobre da capital paulista. Fernanda Orfali, então com 28 anos

Por Redação
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O assassinato ocorreu em setembro de 2002, no apartamento do casal em um bairro nobre da capital paulista. Fernanda Orfali, então com 28 anos - Foto: Reprodução

A Justiça autorizou nesta segunda-feira (26) a transferência do empresário Sérgio Nahas para o estado de São Paulo, onde cumprirá pena pelo assassinato de sua esposa, Fernanda Orfali, ocorrido há 23 anos. O pedido foi feito pela Polícia Civil após a prisão de Nahas em uma pousada na Praia do Forte, na Bahia, na última semana.

Na decisão, o juiz Helio Nervaez afirmou que, “diante da condenação definitiva do requerido, por crime perpetrado no Estado de São Paulo, este Juízo não se opõe à remoção definitiva do preso”. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo ficará responsável pelos trâmites legais a partir de agora.

Prisão na Bahia após mais de duas décadas


Nahas foi localizado e preso pela Polícia Militar da Bahia após ser identificado por câmeras de monitoramento na Praia do Forte. No momento da prisão, foram apreendidos 13 pinos de cocaína, três celulares e um veículo Audi. Ele foi inicialmente encaminhado à Polinter baiana.

O empresário já havia sido condenado pelo Tribunal do Júri de São Paulo em 2018 a 8 anos e 2 meses de prisão em regime fechado pelo homicídio doloso da esposa. Após esgotar todos os recursos, inclusive um pedido negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão foi finalmente efetivada.

O crime


O assassinato ocorreu em setembro de 2002, no apartamento do casal em um bairro nobre da capital paulista. Fernanda Orfali, então com 28 anos, foi morta com um tiro no peito desferido por uma arma sem registro pertencente a Nahas.

Durante o julgamento, a acusação sustentou que o crime foi motivado pela descoberta, por parte de Fernanda, de que o marido usava cocaína e mantinha relacionamentos com travestis. Nahas, por sua vez, defendeu a tese de suicídio, alegando que a esposa sofria de depressão, versão que foi rejeitada pelo júri.

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