Novo corte no preço da gasolina entra em vigor nesta terça-feira
Corte é de 5,2% nas refinarias; diesel segue congelado desde maio do ano passado
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O preço da gasolina A vendida às distribuidoras será reduzido em 5,2% a partir desta terça-feira (27), com queda de R$ 0,14 por litro. Com o reajuste, o valor médio do combustível passará a ser de R$ 2,57. Já o diesel não terá alteração e seguirá com o mesmo preço praticado desde maio do ano passado.
Esta é a primeira redução no valor da gasolina desde 20 de outubro, quando o litro caiu de R$ 2,85 para R$ 2,71. Com a nova mudança, o combustível acumula a terceira queda consecutiva desde o ano passado. Desde dezembro de 2022, a gasolina já teve redução total de R$ 0,50 por litro nas refinarias. Considerando a inflação do período, a queda acumulada é de 26,9%.
A expectativa do mercado já era de preços mais baixos em 2026, diante da desvalorização do petróleo no mercado internacional. Nesta segunda-feira (26), o barril do tipo Brent — referência global — era negociado a cerca de US$ 65, acumulando queda de 7% desde o fim de setembro, apesar de ainda registrar alta de 6,5% no acumulado do ano.
Dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indicam que, antes do anúncio, a gasolina era vendida no Brasil cerca de 8% acima do preço praticado no exterior, com diferença aproximada de R$ 0,21 por litro. Desde o fim de novembro, o combustível vinha sendo comercializado com valores até 11% superiores aos do mercado internacional.
Para o sócio da consultoria CBIE, Pedro Rodrigues, havia espaço para a redução, já que a gasolina estava acima da paridade internacional. Ele pondera, no entanto, que a situação do diesel é diferente.
O diesel segue com o mesmo preço desde maio do ano passado, quando houve redução de R$ 3,43 para R$ 3,27 por litro. Desde dezembro de 2022, a queda acumulada no combustível chega a 36,3%, considerando também a inflação. Segundo a Abicom, atualmente o diesel é vendido no Brasil entre 2% e 9% abaixo do valor praticado no exterior.
— No caso do diesel, a estatal vem vendendo abaixo do mercado internacional em cerca de 8%. Tecnicamente, haveria espaço para aumento, mas isso não vem ocorrendo. Essa política cria incerteza no mercado, já que não há previsibilidade de quando os preços serão alterados — avaliou Rodrigues.
Outros fatores, como tensões geopolíticas e operações internacionais, também contribuem para a instabilidade no mercado de petróleo.