31 de julho de 2025
polícia

Preso detalha planejamento e pagamento para assassinato de supervisor do CRB

Suspeito afirma que recebeu R$ 4 mil adiantados e que crime foi encomendado com foto da vítima enviada por mensagem de visualização única

Por Redação
Publicado em
Na terça-feira anterior ao assassinato, ocorrido na sexta-feira (23), Symeone encontrou o suposto mandante e recebeu R$ 4 mil em dinheiro como adiantamento. - Foto: Reprodução

O preso Symeone Batista dos Santos, de 29 anos, detalhou à polícia o planejamento do assassinato do supervisor das categorias de base do CRB, Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba. Ele passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (26), quando teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Segundo o depoimento, ele é o único preso até o momento na investigação. Ele contou que conheceu Juan, apontado como mandante do crime, em uma empresa onde ambos trabalharam. No fim de 2025, Juan teria entrado em contato por telefone perguntando se ele teria coragem de matar uma pessoa que, segundo ele, teria cometido um roubo.

O preso afirmou que recusou atirar, mas apresentou a Juan um homem conhecido como “gordinho”, que teria sido o executor. Os dois se conheceram no fórum, durante cumprimento de medida judicial.

Ainda de acordo com o relato, foi acertado o pagamento de R$ 10 mil, dividido igualmente: R$ 5 mil para Symeone, que ficaria responsável por levar o atirador e dar fuga de moto, e R$ 5 mil para o executor.

A identificação da vítima foi feita por meio de uma foto enviada por mensagem de visualização única. O suspeito contou que o atirador usou outro celular para fotografar a tela e guardar a imagem do alvo.

O suspeito disse que Juan definiu dia, hora e local do crime, e que as instruções eram repassadas principalmente por ligações via WhatsApp, para evitar deixar registros.

Na terça-feira anterior ao assassinato, ocorrido na sexta-feira (23), Symeone encontrou o suposto mandante e recebeu R$ 4 mil em dinheiro como adiantamento, nas proximidades de uma farmácia, na saída da Santa Lúcia. O restante seria pago após a execução.

Ainda conforme o depoimento, Juan avisou que apagaria o contato e a foto do perfil após o crime e que voltaria a procurar os comparsas usando outro número. Symeone afirmou que decidiu colaborar com a polícia porque sua “consciência pesou”.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Leia também