Após 21 dias, polícia reduz buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal e prioriza investigação criminal
Ágatha, 6, e Allan Michael, 4, sumiram em 4 de janeiro; cães farejadores detectaram presença das crianças em cabana abandonada, mas não há vestígios concretos
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Passados 21 dias do desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, em Bacacal, no Maranhão, a polícia decidiu alterar a estratégia de atuação. Diante da ausência de vestígios concretos do crime, as buscas físicas foram reduzidas e a investigação criminal foi intensificada.
De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-MA), as equipes permanecem em prontidão para retomar as buscas em áreas específicas caso novos indícios surjam.
As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro, após saírem para brincar no quilombo de São Sebastião dos Pretos. Desde então, uma força-tarefa formada por Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Exército, Marinha e cães farejadores atuou na região. A principal pista surgiu do trabalho dos animais, que detectaram o odor das vítimas em uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, no povoado São Raimundo – local que coincide com o relato do primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos.
Anderson foi encontrado com vida no dia 7 de janeiro, a 4 km do local do desaparecimento, sem roupas e em estado de fraqueza. Segundo a investigação, ele teria deixado os irmãos na cabana no terceiro dia para buscar ajuda, mas se perdeu na mata.
A prefeitura mantém a oferta de recompensa de R$ 20 mil para quem fornecer informações que levem ao paradeiro de Ágatha e Allan, por meio do disque-denúncia 181.