CEO da Petrobras deve assumir presidência do conselho da Braskem em novo acordo
A partir de agora, sempre que eu refundir ou escrever uma matéria para você, vou entregar já com título e subtítulo.
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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, deve assumir a presidência do conselho de administração da Braskem após a conclusão de um novo acordo de acionistas com a IG4 Capital. A informação foi publicada pelo jornal Valor Econômico.
Pelo acordo, Petrobras e IG4 passarão a dividir o controle da petroquímica. O conselho de administração será composto por 10 membros: quatro indicados pela Petrobras, quatro pela IG4 e dois independentes.
Neste primeiro ciclo de gestão, segundo o jornal, caberá à Petrobras indicar o presidente do conselho, enquanto a IG4 ficará responsável pela indicação do CEO, do CFO e da vice-presidência do colegiado.
A expectativa é que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analise a transferência das ações da Braskem que pertenciam à antiga Odebrecht ainda em fevereiro, o que deve abrir caminho para a conclusão da operação.
Em dezembro, a Novonor (ex-Odebrecht) assinou um acordo de exclusividade com a IG4 Capital para vender sua participação na petroquímica. A IG4 representa os bancos credores da empresa — Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e BNDES — que detêm ações da Braskem como garantia de empréstimos.
Pelo acordo, a Novonor se comprometeu a transferir sua participação para um fundo da IG4, que passará a deter 50,111% do capital votante e 34,323% do capital total da Braskem. Atualmente, a Novonor possui 50,1% das ações com direito a voto e 38,3% do total, enquanto a Petrobras detém 47% das ações votantes e 36,1% do total. Após a conclusão da operação, a Novonor ficará com cerca de 4% da companhia.
A IG4 informou que a operação envolve aproximadamente R$ 20 bilhões em dívidas e não deve provocar mudanças operacionais imediatas na Braskem.
A empresa atravessa um período de forte pressão financeira, com elevado endividamento, impactos do desastre ambiental em Maceió e um cenário adverso para o setor petroquímico, o que tem afetado o desempenho das ações no mercado.