Justiça de Goiás decreta prisão de humorista Seu Waldemar por dívida de mais de R$ 20 mil em pensão alimentícia
Atualmente, Waldemar estaria cursando medicina no Paraguai, fato citado no processo como um dos motivos para o distanciamento físico e a redução do contato com o filho
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A Justiça de Goiás decretou a prisão civil por 90 dias do humorista e influenciador Waldemar Neto Lobo Melo do Carmo, o Seu Waldemar, devido ao não pagamento de pensão alimentícia. A dívida, acumulada desde março de 2025, chega a R$ 20.621,03. A decisão foi proferida pela 3ª Vara de Família de Goiânia, que ressaltou que a prisão tem caráter coercitivo e visa assegurar o direito da criança à subsistência e à dignidade.
Os autos do processo apontam não apenas a inadimplência financeira, mas também a ausência de participação afetiva do humorista na vida do filho. Segundo relatos anexados, Waldemar manteve contato esporádico, não acompanhou a vida escolar da criança, faltou a eventos importantes e não cumpriu promessas feitas, como levar o menino a um circo em Goiânia. O último encontro presencial teria ocorrido em janeiro de 2025.
A advogada Flávia Aragão, que representa a mãe da criança, Sâmia Moura, informou que o valor total executado no processo já ultrapassa R$ 90 mil, incluindo a pensão em atraso e outras despesas. “Demonstra a gravidade e a persistência do inadimplemento das obrigações parentais”, afirmou. A defesa do humorista ainda pode apresentar um plano de pagamento para suspender a ordem de prisão.
Atualmente, Waldemar estaria cursando medicina no Paraguai, fato citado no processo como um dos motivos para o distanciamento físico e a redução do contato com o filho. A mãe relatou à Justiça que arca sozinha com todas as despesas básicas da criança.
O humorista já esteve envolvido em outras polêmicas. Em 2020, foi demitido da TV Anhanguera (afiliada da Globo em Goiás) após publicar nas redes sociais um vídeo explícito de uma mulher nua sem seu consentimento, durante uma transmissão ao vivo. Até o momento, Waldemar não se manifestou publicamente sobre a decisão judicial.