Trump diz que petrolíferas americanas 'começarão a perfurar muito em breve' na Venezuela
A presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, confirmou na terça que o país recebeu US$ 300 milhões como primeira parcela do acordo de fornecimento dos 50 milhões de barris
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nessa quinta-feira (22) que as empresas petrolíferas americanas começarão a operar "muito em breve" na Venezuela, explorando o petróleo do país após a queda do regime de Nicolás Maduro. A declaração foi dada apesar das preocupações expressas por executivos do setor sobre a viabilidade e os riscos de um retorno imediato ao país.
"Vamos começar a perfurar muito em breve. Temos as maiores empresas do mundo. Temos elas. E elas vão entrar", disse Trump, prevendo que a iniciativa será lucrativa tanto para os EUA quanto para a Venezuela e que ajudará a reduzir os preços globais do petróleo.
O anúncio segue a afirmação feita por Trump na terça-feira (20) de que o governo americano já retirou 50 milhões de barris de petróleo venezuelano nos primeiros dias após a intervenção e está vendendo parte desse volume no mercado aberto para baixar os preços. Registros de embarque, no entanto, ainda não confirmam a exportação dessa quantidade.
A presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, confirmou na terça que o país recebeu US$ 300 milhões como primeira parcela do acordo de fornecimento dos 50 milhões de barris negociado com Washington após a prisão de Maduro. Sobre Rodríguez, Trump disse que ela "tem demonstrado uma liderança muito forte até agora" e "tem feito um trabalho muito bom".
O presidente também mencionou ter conversado com a líder opositora María Corina Machado, mas deixou claro que o apoio americano no momento está com o governo interino. As declarações reforçam a estratégia de Trump de transformar a Venezuela em uma fonte estratégica de petróleo para os EUA, utilizando a tutela econômica e militar estabelecida após a captura de Maduro para garantir o controle sobre a principal riqueza do país.