31 de julho de 2025
GRATIFICAÇÃO FAROESTE

PSOL vai ao Supremo contra bônus a policiais do Rio de Janeiro que se destaquem por matar bandidos

Sigla pede uma liminar para suspender de imediato a gratificação, e chama o dispositivo de inconstitucional na forma e no conteúdo

Por Patrícia Fahlbusch
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Artigo da bonificação chegou a ser integralmente vetado pelo governador Cláudio Castro - Foto: Tomaz Silva - Agência Brasil

O PSOL acionou o Supremo Tribunal Federal contra a chamada “gratificação faroeste”, um bônus de produtividade criado no Rio de Janeiro para premiar, entre outros critérios, o policial civil que tenha se destacado por matar criminosos. A relatoria desse caso foi designada ao ministro Alexandre de Moraes em função da relação dele com o tema da ADPF das Favelas, ação de descumprimento de preceito fundamental que trata da letalidade policial no Rio de Janeiro.

O partido pede uma liminar para suspender de imediato a gratificação, chama o dispositivo de inconstitucional na forma e no conteúdo, e afirma que o bônus é um “incentivo financeiro à violência policial”. Aprovada em outubro do ano passado, a Lei Estadual nº 11.003/2025 trata da reestruturação do quadro de servidores da Secretaria Estadual de Polícia Civil, e prevê uma bonificação entre 10% a 150% do salário em casos como os de vitimização em serviço, apreensão de armas de grosso calibre ou, ainda, quando ocorrer a chamada “neutralização de criminosos”.

O artigo da bonificação chegou a ser integralmente vetado pelo governador Cláudio Castro (PL), sob a justificativa de ausência de previsão orçamentária para os pagamentos, mas o veto acabou derrubado em dezembro pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.