31 de julho de 2025
FAMOSOS

Trend “2026 é o novo 2016” reacende debate sobre excessos na estética e saúde emocional das famosas

Comparações de fotos antigas de Jade Picon, Maisa e Viih Tube levantam críticas sobre harmonização facial; especialistas falam em busca de naturalidade e alertam para impactos psicológicos

Por Redação
Publicado em
Jade Picon, Maisa e Viih Tube - Foto: Instagram/Reprodução

A trend “2026 é o novo 2016”, que viralizou ao resgatar fotos antigas de famosas como Jade Picon, Maisa Silva e Viih Tube, fez muito mais do que provocar nostalgia. A comparação visual reacendeu um debate crítico sobre os excessos de procedimentos estéticos e trouxe à tona reflexões sobre saúde emocional, comunicação pública e pressão por padrões irreais nas redes sociais.

A principal crítica recai sobre as transformações faciais atribuídas à harmonização facial. Para o cirurgião plástico Yuri Moresco, a repercussão sinaliza uma mudança no olhar do público: "A estética caminha para a naturalidade, não para a padronização". Ele e a cirurgiã-dentista Amanda Santos afirmam que os procedimentos continuam populares, mas com uma nova abordagem que prioriza a individualidade e técnicas sutis, evitando a descaracterização.

A especialista em comunicação Jackeline Georgia observa que a exposição ao passado também provoca ajustes no discurso público, levando muitas celebridades a adotarem uma postura mais madura, acessível e menos ensaiada.

Do ponto de vista psicológico, a trend acende um alerta. A psiquiatra Jéssica Martani e a psicóloga Mariane Pires Marchetti explicam que comparações constantes, especialmente em um ambiente de alta exposição como as redes sociais, podem gerar frustração, ansiedade e afetar a autoestima. "O risco aparece quando a comparação se torna uma régua de valor pessoal", destaca Marchetti.

Para os especialistas, a discussão gerada pela trend vai além da estética. Ela reflete uma mudança cultural mais ampla, onde a busca por uma beleza padronizada e exagerada perde espaço para um ideal mais realista e consciente. A exposição excessiva, seja na imagem ou no discurso, está sendo crescentemente questionada por um público mais atento, que valoriza a autenticidade e o equilíbrio entre a transformação e a preservação da identidade.

Leia também