Primo de irmãos desaparecidos recebe alta e seguirá auxiliando investigações
Menino de 8 anos ficou 14 dias internado após ser encontrado em área de mata; buscas pelas crianças chegam ao 18º dia
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Após 14 dias internado, o menino Anderson Kauã, de 8 anos, primo dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6, e Allan Michael, de 4, recebeu alta médica nesta terça-feira (20), em Bacabal, no interior do Maranhão. A informação foi confirmada pelo governador Carlos Brandão, que afirmou que a criança continuará colaborando com as investigações que buscam localizar os irmãos desaparecidos.
Anderson foi encontrado com vida no dia 7 de janeiro em uma área de mata no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros, em linha reta, do local onde as duas crianças foram vistas pela última vez. Ele foi localizado por três produtores rurais que passavam pela região em uma carroça.
De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), o menino seguirá sendo acompanhado por equipes multiprofissionais de saúde e assistência social. A pasta informou ainda que Anderson já foi ouvido por meio de escuta especializada do Instituto da Criança e do Adolescente (IPCA) e que as informações fornecidas estão sendo analisadas para ajudar nas buscas.
As operações para encontrar os irmãos chegaram ao 18º dia nesta quarta-feira (21) sem novos indícios do paradeiro das crianças. Desde o desaparecimento, em 4 de janeiro, mais de 500 pessoas, entre policiais civis, bombeiros e militares da Marinha, participam das buscas no território quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal.
A investigação é conduzida por uma comissão especial da Polícia Civil, formada por equipes da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) e da Delegacia Regional de Bacabal. Familiares, moradores e testemunhas continuam sendo ouvidos.
Com o avanço das apurações, as buscas também foram ampliadas para o leito do Rio Mearim, com uso de side scan sonar, equipamento que permite gerar imagens do fundo do rio mesmo em águas turvas. A varredura deve cobrir cerca de 19 quilômetros, com prioridade para o trecho conhecido como “casa caída”, onde cães farejadores indicaram a possível passagem das crianças.
Na semana passada, o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, afirmou que nenhuma linha de investigação foi descartada. Até o momento, não há indícios de participação de terceiros, e a principal hipótese segue sendo a de que as crianças tenham se perdido na mata.