Família denuncia erro em diagnóstico e falta de apoio após criança sofrer fraturas graves em Palmeira dos Índios (AL)
Criança de 2 anos com fratura no fêmur e bacia foi liberada da UPA sem diagnóstico correto; caso gerou nota oficial e sindicância administrativa da unidade de saúde
Publicado em
Uma criança de 2 anos, identificada como Miguel, passou por um erro de diagnóstico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas, após sofrer um acidente doméstico na quinta-feira (16). Um rack caiu sobre o menino, que foi levado imediatamente à unidade de saúde. Segundo a família, um raio-X foi realizado, mas o médico responsável descartou lesões graves, liberando a criança após a aplicação de uma injeção para a dor.
Ao longo da noite, Miguel chorou constantemente e não conseguia se mover. Na manhã de sexta-feira (17), os pais o levaram a um serviço pediátrico, onde um novo exame confirmou fraturas no fêmur e na bacia, lesões consideradas graves. A criança foi então transferida com urgência para a Unidade de Emergência do Agreste (UE), em Arapiraca, onde deverá passar por procedimento cirúrgico.
A família relata que não recebeu suporte adequado da Prefeitura durante a transferência e denuncia a falta de assistência tanto em Palmeira dos Índios – que conta com dois hospitais, um público e outro financiado com recursos públicos – quanto no município de destino.
Em resposta, a Secretaria Municipal de Saúde de Palmeira dos Índios e a Direção Geral da UPA emitiram notas oficiais. A administração municipal afirmou que tomou conhecimento do caso e que a criança recebeu assistência adequada após o retorno à unidade no sábado (17), sendo então encaminhada a Arapiraca. A prefeitura disse estar acompanhando a situação e oferecendo suporte à família.
Em comunicado separado, o diretor-geral da UPA, Diogo Guimarães Tenório, informou que determinou a instauração de uma sindicância administrativa interna para apurar com rigor e imparcialidade todas as circunstâncias do atendimento. A investigação analisará prontuários e condutas da equipe envolvida, assegurando o direito à defesa dos profissionais. Caso sejam confirmadas irregularidades, a direção promete adotar as providências cabíveis.