31 de julho de 2025
"Conselho de Paz"

Trump propõe conselho internacional para Gaza e cobra US$ 1 bilhão de países que quiserem vaga permanente

Grupo terá cerca de 60 integrantes e Brasil está entre os países convidados a participar da iniciativa

Por redação
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O conselho terá como membros-fundadores o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. - Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs a criação de um “Conselho da Paz” para administrar a Faixa de Gaza e determinou que os países que desejarem ocupar uma vaga permanente no grupo deverão pagar US$ 1 bilhão. Segundo documento obtido pela agência Reuters, o conselho terá cerca de 60 países e os mandatos iniciais serão de três anos.

De acordo com a proposta, os países convidados poderão permanecer no colegiado por mais tempo mediante o pagamento da quantia ao fundo do conselho ainda no primeiro ano de funcionamento. A renovação da permanência dependerá de aval do presidente do grupo, cargo que será ocupado pelo próprio Trump.

Entre os países convidados está o Brasil. O convite foi encaminhado à embaixada brasileira em Washington na sexta-feira (16) e ainda não foi respondido pelo Palácio do Planalto. Além do Brasil, também foram chamados países como Turquia e Argentina. O presidente argentino, Javier Milei, chegou a divulgar a carta-convite e afirmou que seu país apoiará iniciativas de combate ao terrorismo e de promoção da paz.

O conselho terá como membros-fundadores o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Também integram o grupo o enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o genro do presidente, Jared Kushner.

A criação do colegiado ocorre em meio ao lançamento da chamada “Fase Dois” do plano de 20 pontos apresentado por Trump para o fim do conflito em Gaza. Segundo Witkoff, o foco da nova etapa deixa de ser apenas o cessar-fogo e passa a priorizar a desmilitarização da região e a implementação de uma governança tecnocrática.

Na última quinta-feira (15), Trump afirmou que a primeira fase do plano garantiu níveis recordes de ajuda humanitária e preparou o terreno para a transição política no território.