31 de julho de 2025
VIOLÊNCIA

Disputa por contratos na saúde teria motivado médico a matar dois colegas a tiros em SP, diz polícia

Carlos Alberto Azevedo Filho, preso em flagrante, já tinha antecedentes por racismo e agressão; câmeras mostram discussão no restaurante e execução na calçada

Por Redação
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Câmera de segurança registrou briga entre médicos momentos antes do homicídio em Barueri - Foto: Reprodução/TV Globo

Uma briga por contratos na área da saúde teria motivado o médico Carlos Alberto Azevedo Filho, 44 anos, a assassinar outros dois médicos a tiros na frente de um restaurante em Alphaville, Barueri (SP), na noite de sexta-feira (16). De acordo com a Polícia Civil, Carlos e uma das vítimas, Luís Roberto Pellegrini Gomes, 43, eram donos de empresas de gestão hospitalar e já mantinham uma rixa com ameaças mútuas há algum tempo. A terceira vítima, Vinicius dos Santos Oliveira, 35, era funcionário de Luís.

O crime ocorreu após uma discussão dentro do restaurante. A Guarda Municipal foi acionada, revistou os envolvidos e não encontrou armas, acalmando os ânimos temporariamente. Porém, ao saírem, Carlos – que possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), mas não de porte – recebeu uma maleta com uma pistola 9 mm (segundo testemunhas, entregue por uma mulher não identificada) e executou os dois médicos na calçada. Luís Roberto levou oito tiros; Vinicius, dois. Ambos morreram no pronto-socorro.

Médico Carlos Alberto Azevedo Filho é preso por matar a tiros outros dois médicos — Foto: Reprodução/TV Globo

Câmeras de segurança registraram toda a sequência: a discussão inicial, a agressão dentro do estabelecimento e os tiros na rua, que duraram cerca de 20 segundos. O atirador foi rendido no local por guardas municipais. Em sua posse, foram apreendidos a arma, R$ 16 mil em dinheiro e documentos.

Carlos Alberto já havia sido preso em 2025 em Aracaju (SE) por racismo e agressão. Após audiência de custódia, sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva. O delegado Andreas Schiffmann afirmou que o médico “não mediu consequências” e é considerado pessoa perigosa. Ele foi encaminhado à cadeia pública de Carapicuíba.

As prefeituras de Barueri e Cotia emitiram notas de pesar. Vinicius atuava na rede pública de Cotia desde 2019 e deixou esposa e um filho de um ano e meio. A investigação segue para apurar a participação da mulher que supostamente entregou a arma e para ouvir os amigos que acompanhavam o acusado.

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