Mecânico conhecido como “Rei do C3” é preso suspeito de desmanche de carros em Maceió
Investigado se passava por especialista em Citroën para aplicar golpes e desmontar veículos de clientes
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Um homem que se apresentava como mecânico especializado em veículos da Citroën e se autointitulava “Rei do C3” foi preso nessa segunda-feira (12), em Maceió, suspeito de envolvimento em um esquema de desmanche de automóveis. A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Alagoas (PC-AL), por meio da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos.
Identificado como Higgor Anderson Santos Souza, o suspeito tinha mandado de prisão preventiva expedido pela 4ª Vara Criminal da Capital. De acordo com as investigações, ele causou prejuízos a dezenas de proprietários de veículos ao se aproveitar da confiança das vítimas.
Segundo a polícia, Higgor utilizava o discurso de conhecimento técnico sobre a marca francesa para atrair clientes com carros apresentando defeitos mecânicos. Ele oferecia o serviço em uma suposta oficina e exigia o pagamento antecipado, mas não realizava os reparos prometidos.
O delegado Wladney José explicou que, após receber o dinheiro, o investigado retirava peças dos veículos, desmontando os automóveis até restar apenas a carcaça. Em muitos casos, os proprietários só percebiam o golpe quando retornavam para buscar o carro.
Durante as apurações, os policiais localizaram quatro endereços onde veículos das vítimas estavam escondidos, sendo um deles a poucos metros da própria Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos. Mais de 20 pessoas já registraram ocorrência contra o suspeito, número que aumentou após a divulgação do caso.
A Polícia Civil informou ainda que Higgor já respondia a três inquéritos na mesma unidade policial. Diante da quantidade de denúncias e da reiteração criminosa, a Justiça decretou a prisão preventiva.
Em depoimento, o próprio suspeito indicou os locais onde os carros estavam. Os veículos serão recolhidos e levados ao pátio da Polícia Civil para identificação dos proprietários e posterior restituição. Algumas vítimas, segundo a polícia, chegaram a tentar recuperar os bens por conta própria, sem êxito.
A operação contou com a atuação do chefe de serviço Fábio e de agentes da equipe de rua da delegacia, responsáveis pelo cumprimento da ordem judicial.