Envolvido em polêmica com Trump, Balogun nasceu nos EUA e obteve cidadania por direito de nascimento
Atacante foi liberado para atuar nas oitavas após a Fifa suspender sua punição, em decisão que gerou repercussão política nos Estados Unidos
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O atacante Folarin Balogun entrará em campo nesta segunda-feira (6) pelas oitavas de final da Copa do Mundo cercado por uma controvérsia que ultrapassou o futebol e ganhou dimensão política nos Estados Unidos.
Inicialmente suspenso após ser expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina, o jogador foi liberado pela Fifa depois que a entidade decidiu suspender a punição, permitindo sua participação no duelo contra a Bélgica.
O caso ganhou repercussão após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que havia pedido ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, uma revisão da expulsão do atacante. A entidade, no entanto, negou que a decisão tenha sofrido qualquer interferência política.
A trajetória de Balogun também voltou ao centro do debate sobre cidadania nos Estados Unidos. O atacante nasceu em Nova York, onde sua mãe, de origem nigeriana, permaneceu durante a reta final da gravidez após ser impedida de viajar de avião devido ao estado gestacional.
Pouco mais de um mês após o nascimento, Balogun foi levado para a Inglaterra, onde cresceu e iniciou sua carreira nas categorias de base do Arsenal.
Apesar de ter defendido as seleções inglesas de base, o atacante optou por representar os Estados Unidos em 2023. Além da seleção norte-americana, ele também tinha condições de atuar pela Nigéria em razão da origem familiar.
O episódio reacendeu discussões sobre a cidadania por nascimento nos Estados Unidos, tema frequentemente debatido no cenário político do país. Balogun tornou-se cidadão americano automaticamente por ter nascido em território norte-americano, conforme prevê a Constituição dos EUA.
Dentro de campo, o atacante vive sua melhor campanha pela seleção. Na atual Copa do Mundo, Balogun marcou três gols e se consolidou como um dos principais destaques da equipe comandada pelos Estados Unidos.
Após a suspensão do cartão vermelho, o jogador voltou a ficar à disposição para a partida decisiva das oitavas de final, enquanto a Fifa reiterou que a revisão da punição ocorreu dentro dos procedimentos disciplinares da entidade e sem influência externa.