'Cretino': Malafaia ataca Wagner Moura após discurso político no Globo de Ouro
Pastor reage a fala do ator sobre Bolsonaro, critica investimentos em cultura e dispara ofensas pessoais nas redes sociais
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O pastor Silas Malafaia usou as redes sociais nesta segunda-feira (12) para atacar o ator Wagner Moura após declarações feitas durante a cerimônia do Globo de Ouro 2026, em Los Angeles. O artista venceu o prêmio de Melhor Ator de Drama pelo filme O Agente Secreto e aproveitou a visibilidade do evento para comentar o cenário político brasileiro.
Durante a coletiva de imprensa após a premiação, Moura classificou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como fascista ao relacionar o período recente da política nacional aos resquícios da ditadura militar. Segundo ele, o tema ainda é uma ferida aberta no país e precisa continuar sendo debatido por meio da arte e do cinema.
A fala provocou reação imediata de Malafaia. Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), o pastor fez duras críticas ao ator e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de usar termos ofensivos para se referir a Moura.
“Para esse artista cretino, governo bom é dar aumento de 18 reais para professores e bilhões para o que eles chamam de cultura. Isso é compra de consciência e propaganda política”, escreveu. Em seguida, Malafaia ironizou o fato de o ator viver nos Estados Unidos e afirmou que ele deveria “morar em Cuba”.
No discurso que gerou a controvérsia, Wagner Moura defendeu a produção de obras que abordem o período da ditadura militar e afirmou que o Brasil viveu recentemente um retrocesso democrático. “A ditadura ainda está muito presente no cotidiano brasileiro. Tivemos, entre 2018 e 2022, um presidente de extrema direita que representa esses ecos”, disse o ator.
A vitória no Globo de Ouro também reacendeu críticas de grupos ligados à direita nas redes sociais. Parte das reações questiona o uso de recursos públicos na produção do filme. O Agente Secreto recebeu R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), por meio de edital da Ancine aprovado em 2024. O projeto ainda poderia acessar mais R$ 4 milhões para distribuição no Brasil, mas a produção optou por não utilizar esse recurso.
Além do investimento brasileiro, o longa contou com cerca de R$ 14 milhões de governos europeus, como França, Alemanha e Holanda, e aproximadamente R$ 5 milhões da iniciativa privada.