Macarrão faz mal? Como a forma de comer influencia ganho de peso
Cozimento al dente, escolha do tipo de massa e combinações corretas podem transformar o prato em uma opção equilibrada
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O macarrão é frequentemente visto como um vilão nas dietas, mas sua reputação pode ser recuperada com escolhas e preparos inteligentes. A forma como é cozido, o tipo de massa escolhido e os acompanhamentos fazem toda a diferença no impacto nutricional do prato. O cozimento al dente, por exemplo, não é apenas uma questão de sabor, mas também de saúde. Como explica o nutricionista Fernando Castro, de Brasília, a massa mais firme retarda a digestão do amido, evitando picos bruscos de açúcar no sangue e uma liberação excessiva de insulina, o que é benéfico para o metabolismo e a composição corporal.
Além do ponto de cozimento, a porção e o que acompanha a massa são fundamentais. A nutricionista Thaís Barca, da clínica CliNutri, em São Paulo, alerta que mesmo as versões integrais podem ser prejudiciais se consumidas em excesso. A escolha do molho também é crucial: versões cremosas ou industrializadas com muito açúcar e gordura podem transformar uma refeição em uma bomba calórica. O ideal é combinar o macarrão com legumes, saladas e uma boa fonte de proteína para equilibrar o prato.
Na hora de escolher o produto, a qualidade da massa importa. Massas brancas feitas com farinha refinada têm menos fibras e são digeridas mais rapidamente. As versões 100% integrais ou feitas a partir de leguminosas, como grão-de-bico e lentilha, oferecem mais fibras e proteínas, promovendo maior saciedade e melhor controle da glicemia.
Fernando Castro recomenda sempre ler o rótulo e preferir produtos com lista de ingredientes simples e claras. A receita para um prato equilibrado é simples: uma porção moderada de macarrão al dente, combinada com vegetais, proteína e uma gordura de qualidade, como o azeite. Dessa forma, é possível manter o alimento na rotina de forma saudável.