31 de julho de 2025
cinema e política

Diretor de O Agente Secreto, Kleber Mendonça Filho chama Bolsonaro de "epicamente irresponsável" durante entrevista nos EUA

Diretor pernambucano comentou cenário político brasileiro durante promoção de 'O Agente Secreto' e aconselhou jovens cineastas americanos a usarem o cinema para expressar queixas sociais

Por Redação
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Diretor pernambucano comentou cenário político brasileiro durante promoção de 'O Agente Secreto' e aconselhou jovens cineastas americanos a usarem o cinema para expressar queixas sociais - Foto: Reprodução

O cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante entrevista nos Estados Unidos, onde promove seu filme "O Agente Secreto". Questionado por uma jornalista sobre como se sentia ao promover seu trabalho "neste momento particular da história", em referência ao tenso cenário político americano sob Donald Trump, o diretor traçou um paralelo com a realidade brasileira.

"Há cerca de 10 anos, o Brasil fez uma curva muito acentuada para a direita, e esse tempo agora se foi”, afirmou Kleber. “O ex-presidente está preso; ele era epicamente irresponsável em não liderar o país", declarou, sem citar diretamente Bolsonaro, mas fazendo clara referência ao atual status judicial do ex-mandatário.

O diretor também aconselhou jovens cineastas americanos a usarem a sétima arte como instrumento de expressão política. "O cinema pode ser uma forma de expressar algumas queixas que temos, em termos da sociedade que vivemos. [...] Este é um momento muito bom para se expressarem. E acho que os jovens cineastas nos EUA têm muito a dizer sobre o que acontece nesta sociedade”, afirmou.

Esta não é a primeira vez que Kleber Mendonça Filho ou membros da equipe de "O Agente Secreto" manifestam posicionamento crítico em relação ao governo Bolsonaro. Recentemente, o ator Wagner Moura, premiado no último domingo como Melhor Ator em Filme de Drama pelo mesmo filme. também expressou insatisfação com o ex-presidente.

Em entrevista após sua vitória, Wagner citou o governo Bolsonaro como exemplo de que a ditadura "ainda está muito presente no cotidiano brasileiro". Anteriormente, em entrevista à revista Elle, ele já havia afirmado que a convergência de ideias sobre o período autoritário e sobre Bolsonaro foi um aspecto que fortaleceu a parceria e amizade entre ele e Mendonça Filho.

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