31 de julho de 2025
mundo

Protestos no Irã deixam mais de 500 mortos e número de presos já passa de 10 mil

ONG aponta que maioria das vítimas é de manifestantes e alerta para possível subnotificação devido a apagão de internet no país

Por Redação
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No campo diplomático, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o Irã reagirá com força a qualquer intervenção militar estrangeira - Foto: Tasnim/Divulgação via Reuters

A onda de protestos que atinge o Irã já deixou ao menos 538 mortos, segundo novo balanço divulgado neste domingo (11) pela organização Human Rights Activists News Agency (HRANA). De acordo com a entidade, 490 das vítimas eram manifestantes e outras 48 integravam as forças de segurança. O número de pessoas presas durante as manifestações já ultrapassa 10 mil.

A ONG, que monitora violações de direitos humanos no país, informou que os dados foram confirmados por meio de fontes locais e checagem cruzada com veículos independentes. Especialistas, no entanto, avaliam que o total de mortos pode ser ainda maior, já que o regime mantém um bloqueio quase total da internet, o que dificulta a verificação das informações.

As mortes mais recentes ocorrem em meio a denúncias de repressão violenta por parte das forças de segurança. Neste domingo, o chefe da polícia iraniana, Ahmad-Reza Radan, afirmou que o “nível de confronto contra os manifestantes se intensificou”.

Os protestos começaram em 28 de dezembro, inicialmente motivados pela crise econômica enfrentada pelo país, marcada pela desvalorização da moeda, inflação elevada e piora nas condições de vida da população. Com o passar dos dias, as manifestações ganharam caráter político e passaram a incluir críticas diretas ao regime dos aiatolás e ao líder supremo, Ali Khamenei, além de cobranças por reformas no sistema judiciário e mais liberdades civis.

Enquanto o governo iraniano acusa Estados Unidos e Israel de incentivarem os protestos, opositores afirmam que o movimento é resultado direto do descontentamento popular com a situação política e econômica do país.

No campo diplomático, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o Irã reagirá com força a qualquer intervenção militar estrangeira. A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que o país está “pronto para ajudar” os manifestantes.