Oposição critica veto de Lula ao PL da Dosimetria e promete derrubar decisão no Congresso
Relator Paulinho da Força acusa presidente de "reabrir tensões"; líderes do PL afirmam que medida será revertida na primeira sessão legislativa
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Líderes da oposição reagiram imediatamente ao veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso em dezembro de 2025. O texto previa a redução de penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e pelo planejamento de golpe de Estado em 2022.
O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator da proposta na Câmara, emitiu nota de repúdio, afirmando que Lula "desconsidera a construção coletiva do Congresso e reabre tensões que já haviam sido superadas". Ele prometeu trabalhar para derrubar o veto assim que o Legislativo retomar os trabalhos, possivelmente em fevereiro.
Outros parlamentares seguiram a mesma linha. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou que Lula "sabe que o veto será derrubado na primeira sessão do Congresso". Já o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, defendeu a soltura do que chamou de "presos políticos" e criticou a falta de "grandeza" do governo para promover reconciliação nacional.
Filhos de Bolsonaro também se manifestaram. Carlos Bolsonaro classificou o veto como "vingança", enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prometeu atuar para derrubá-lo, argumentando que há "perseguição política" e "inversão de valores".
Para ser mantido, o veto precisa do apoio de 257 deputados e 41 senadores. Caso seja rejeitado, a proposta se torna lei e poderá ser promulgada pelo presidente do Senado se Lula se recusar a fazê-lo. No entanto, especialistas apontam que, se sancionada, a lei ainda poderá ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) por partidos, entidades de classe ou pela própria Procuradoria-Geral da República, que poderão alegar inconstitucionalidade.