31 de julho de 2025
compulsivo

Suspeito de matar mulher em Arapiraca tinha histórico de violência e atacava vítimas no Bosque

Homem foi descrito pela polícia como agressor em série; cicatriz na barriga ajudou outras mulheres a reconhecê-lo

Por Redação
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Segundo os investigadores, ele morava atualmente em Arapiraca, onde mantém um relacionamento, e já havia passado outras temporadas na cidade antes de retornar ao Sul e, posteriormente, voltar a Alagoas - Foto: Reprodução

A prisão do homem que confessou o assassinato de Cícera Laura da Silva, de 47 anos, em Arapiraca, revelou um histórico de violência e uma série de ataques contra mulheres no Bosque das Arapiracas. Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi descrito pelo delegado Mateus Enrique como um agressor recorrente, com comportamento compulsivo e padrão de atuação semelhante em diferentes abordagens.

De acordo com as investigações, o homem atacava sempre mulheres no mesmo local. As condutas iam desde perseguições e assédio até toques nas partes íntimas das vítimas e atos obscenos. Um detalhe físico foi decisivo para a identificação: uma cicatriz marcante na região da barriga, próxima ao umbigo, reconhecida por várias mulheres que já haviam sido importunadas no local.

O suspeito trabalha como serralheiro em Arapiraca e é natural de Marau, no Rio Grande do Sul. A polícia apurou que ele já possui antecedentes criminais no estado de origem, incluindo registros por porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica.

Segundo os investigadores, ele morava atualmente em Arapiraca, onde mantém um relacionamento, e já havia passado outras temporadas na cidade antes de retornar ao Sul e, posteriormente, voltar a Alagoas.

Durante buscas na residência do suspeito, a polícia apreendeu as roupas que teriam sido usadas no dia do crime — tênis, bermuda e camisa —, identificadas por meio de imagens de câmeras de segurança. Também foram encontrados três ou quatro simulacros de arma de fogo, que, segundo a polícia, podem ter sido usados para ameaçar e intimidar vítimas, além de dois pen drives, que serão periciados para verificar a existência de conteúdo criminoso.

O homem vai responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e pode ser indiciado também por estupro. Ele permanece preso e aguarda os próximos desdobramentos do inquérito e a realização da audiência de custódia.