31 de julho de 2025
crise marítima

Rússia envia submarino para proteger petroleiro sancionado em possível embate com EUA

De acordo com informações do Wall Street Journal e confirmadas por oficiais americanos, Moscou reivindicou formalmente a propriedade do navio

Por Redação
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De acordo com informações do Wall Street Journal e confirmadas por oficiais americanos, Moscou reivindicou formalmente a propriedade do navio - Foto: Reprodução/Reuters

A Rússia escalou uma crise marítima internacional ao enviar um submarino e navios de guerra para escoltar o petroleiro Bella 1, uma embarcação sancionada pelos Estados Unidos por transportar petróleo ilícito. De acordo com informações do Wall Street Journal e confirmadas por oficiais americanos, Moscou reivindicou formalmente a propriedade do navio, preparando um possível embate direto entre as marinhas russa e americana no Atlântico Norte.

Originalmente chamado Bella 1, o navio foi incluído em 2024 na lista de embarcações da “frota sombra” que contorna sanções internacionais para transportar petróleo. Ele estava a caminho da Venezuela em dezembro quando mudou de rota para evitar a apreensão pela Guarda Costeira dos EUA.

Durante a perseguição, a tripulação tomou uma medida extrema: pintou uma bandeira russa no casco e declarou estar sob proteção de Moscou. Pouco depois, o navio apareceu no registro oficial russo com um novo nome: Marinera.

A Rússia fez um pedido diplomático formal no mês passado exigindo que os EUA parassem de perseguir o navio. Ao reivindicar status russo, as questões legais sobre uma possível apreensão tornam-se significativamente mais complexas, pois interceptar uma embarcação sob bandeira nacional de uma potência nuclear representaria uma escalada sem precedentes.

Operação militar em planejamento


Fontes americanas confirmaram à CBS News que os EUA planejam interceptar o petroleiro, mas a operação agora enfrenta obstáculos consideráveis: mau tempo no Atlântico Norte, a presença de navios de guerra russos e o status reivindicado de embarcação russa.

Uma apreensão bem-sucedida exigiria a Equipe de Resposta Especial Marítima — unidades de elite treinadas para embarcar em navios hostis — além de apoio de Forças de Operações Especiais. Em 11 de dezembro, os EUA já haviam usado táticas similares para interceptar outro petroleiro sancionado na costa da Venezuela.

A crise ocorre no contexto do “bloqueio completo” anunciado pelo presidente Donald Trump em dezembro contra petroleiros que tentam entrar ou sair da Venezuela — uma medida para pressionar o então governo de Nicolás Maduro. Após a captura de Maduro no sábado (3), o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o bloqueio continuará como “alavanca” sobre o governo interino venezuelano.

Os EUA também planejam interceptar outros petroleiros sancionados que tentam evitar a captura, indicando que a estratégia de Washington é ampliar a pressão sobre as rotas de petróleo ilícito, mesmo com o risco de confronto direto com a Rússia.