Janeiro Branco, a campanha que debate a saúde mental e quer derrubar tabus sobre assuntos sensíveis como depressão e suicídio
Brasil é considerado pela ONU o país mais ansioso do mundo, e o quinto mais depressivo
Publicado em
Janeiro é o mês que reforça a atenção que precisamos ter com a saúde mental. Há dois anos foi sancionada a Lei nº 14.556/2023, que institui a campanha Janeiro Branco. A iniciativa chama a atenção para a conscientização e o debate sobre assuntos que ainda são tabus na nossa sociedade, como a depressão, ansiedade e outros sintomas de dor psicológica.
Além do foco com os cuidados com a saúde, a iniciativa busca encontrar soluções para problemas relacionados à dor psicológica, como a depressão e o suicídio. A campanha reforça a necessidade de bons hábitos e do convívio em ambientes mais saudáveis.
O Brasil é considerado pela ONU o país mais ansioso do mundo, e o quinto mais depressivo. Um marco divisor no tratamento de brasileiros que sofrem com distúrbios e doenças mentais, é a Lei da Reforma Psiquiátrica, que está em vigor há 25 anos. Trata-se da Lei nº 10.216/2001, que prevê direitos a pessoas com transtorno mental, entre eles, a proteção contra o abuso e a exploração; o sigilo das informações prestadas; livre acesso a meios de comunicação; e a presença médica.
O senador Izalci Lucas, do PL do Distrito Federal, considera a importância da campanha Janeiro Branco no âmbito das profissões que lidam com maior carga de estresse e que precisam ser observadas.
“O maior problema do Brasil, hoje, é essa questão da saúde mental. O que a gente percebe, e eu tenho andado muito nas escolas, a situação não só dos alunos, mas, principalmente, dos professores é uma questão que merece realmente uma solução com relação a isso. É geral, depois da pandemia [Covid-19] acho que 90% da população, ainda mais com a dívida que está aí, todo mundo devendo. A população está doente. Merece uma discussão com relação à saúde, educação, segurança, há muito suicídio na segurança, então, a gente precisa, agora, desmembrar, discutir alguns setores que são prioritários”, declarou o senador Izalci Lucas.