Brasil e 5 países repudiam ataque dos EUA: “somente um processo político inclusivo pode conduzir a uma solução democrática”
Em comunicado, nações reafirmam que a América Latina e o Caribe são uma zona de paz
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Neste domingo, 4, o Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, Uruguai e México divulgaram um comunicado conjunto condenando o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela. Eles manifestaram grande preocupação com as ações militares determinadas pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Na nota assinada pelo Brasil e as outras 5 nações, os governos ressaltaram a gravidade das ações contra a Venezuela, repudiaram o ataque, e reafirmaram a adesão aos princípios previstos na Carta das Nações Unidas. O documento representa as aspirações e conquistas da humanidade em direção à paz. Um dos trechos do comunicado destaca que as ações militares foram realizadas unilateralmente em território venezuelano, e que as mesmas contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça de força, e o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas.
Em outro trecho do documento, os países reforçam que somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática e sustentável que respeite a dignidade humana. O comunicado reafirmou que a América Latina e o Caribe são uma zona de paz, “construída sobre o respeito mútuo, a solução pacífica de controvérsias e a não intervenção“.
Ao final da carta, Brasil, México, Uruguai, Chile, Colômbia e Espanha fazem um apelo à unidade regional, e pedem ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e aos Estados-membros de mecanismos multilaterais relevantes que ajudem a reduzir as tensões e a preservar a paz na região.
No último sábado, 3, diversas explosões foram registradas em Caracas, capital venezuelana. No ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, o presidente Nicolas Maduro, e a esposa dele, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para os Estados Unidos. O país norte-americano acusa Maduro de liderar um cartel de tráfico internacional de drogas, mas sem provas. O governo dos EUA oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro. A comunidade internacional enxerga o ataque como uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas do mundo.