Cuidados com crianças nas férias ajudam a evitar acidentes dentro e fora de casa
Especialistas alertam que rotina mais livre exige atenção redobrada de pais e responsáveis durante o recesso escolar
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As férias escolares mudam a rotina das crianças, trazendo mais tempo livre, atividades diferentes e, muitas vezes, menor supervisão direta. Esse cenário exige atenção redobrada de pais e responsáveis para evitar acidentes, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil.
De acordo com o pediatra e alergista Josemar Lídio de Matos, do Hospital Santa Catarina – Paulista, um dos principais desafios das férias é escolher locais seguros para as atividades das crianças. Ele orienta que, antes de frequentar parques, clubes, hotéis ou espaços de lazer, os responsáveis verifiquem se os brinquedos estão conservados, se o piso é adequado para absorver impactos e se há sistemas de proteção, como redes em janelas e isolamento de piscinas.
Os riscos variam conforme a idade. Em crianças de até 3 anos, os acidentes mais comuns acontecem dentro de casa, como quedas de camas e sofás, especialmente em ambientes diferentes do habitual, como casas alugadas em viagens. Queimaduras também são frequentes, causadas por panelas quentes, pratos recém-saídos do forno ou líquidos aquecidos ao alcance dos pequenos.
Outro perigo citado pelo especialista é a intoxicação por produtos de limpeza e medicamentos, que devem ser mantidos fora do alcance das crianças. Já entre os mais velhos, os riscos estão associados à maior energia e disposição para brincadeiras, como quedas ao andar de bicicleta, skate ou patins. Nesses casos, o uso de equipamentos de proteção — capacete, joelheiras e cotoveleiras — é fundamental, sempre com a supervisão de um adulto.
Ao alugar imóveis para as férias, os pais também devem checar se os brinquedos disponíveis são adequados à idade da criança e se não possuem peças pequenas que possam causar engasgos. Em locais com playground, é importante avaliar as condições dos equipamentos e se há risco de escorregões ou quebras durante o uso.
A pediatra Patricia Rolli reforça que os acidentes podem acontecer em segundos e alerta para a importância da vigilância constante, principalmente em ambientes com piscina, rio ou praia. Segundo ela, basta um momento de distração para colocar a criança em perigo.
Para crianças maiores, os especialistas destacam a importância do diálogo. Orientar sobre como agir caso se percam em locais movimentados, explicar os riscos de determinados ambientes e ensinar a procurar ajuda de adultos confiáveis são atitudes que ajudam a prevenir situações graves.
Além disso, os pais devem dar o exemplo, respeitando regras de segurança no trânsito, no lazer e em áreas sinalizadas por guarda-vidas. Ensinar a criança a reconhecer placas, memorizar números de emergência e identificar pontos de referência também contribui para uma rotina mais segura durante as férias.
Por fim, Patricia Rolli sugere o uso de roupas com cores chamativas em locais com grande circulação de pessoas, como praias e parques. Tons fortes facilitam a visualização à distância e ajudam os responsáveis a manter a criança sempre sob observação.