Data da primeira superlua de 2026 é confirmada; saiba quando observar
Calendário astronômico do ano prevê eclipses, conjunções e mais superluas; fenômeno deste sábado (3) poderá ser visto a partir do pôr do sol
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O ano de 2026 promete ser um prato cheio para os amantes da astronomia, com um calendário repleto de fenômenos visíveis a olho nu. O primeiro grande evento acontece já neste sábado (3 de janeiro), com a Superlua do Lobo, quando nosso satélite natural aparecerá maior e mais brilhante no céu.
O fenômeno ocorre quando a Lua cheia coincide com o perigeu, o ponto de sua órbita mais próximo da Terra. Nessas condições, o disco lunar pode parecer até 14% maior e cerca de 30% mais luminoso em comparação a uma Lua cheia comum. A observação poderá ser feita já no pôr do sol, a partir das 17h30, desde que o céu esteja limpo.
O nome "Lua do Lobo" tem origem em tradições de povos nativos da América do Norte, que associavam o mês de janeiro ao uivo dos lobos durante o inverno rigoroso no Hemisfério Norte. Esta será apenas a primeira de uma série de eventos celestes marcantes ao longo do ano.
O calendário astronômico de 2026 inclui ainda dois eclipses lunares – um total em março e um parcial em agosto – e um eclipse solar total em agosto (não visível no Brasil). Os observadores também poderão acompanhar raras conjunções, como a aproximação da Lua com Mercúrio e Vênus em fevereiro, e uma aproximação extremamente rara com Júpiter em outubro.
Para quem quer acompanhar, a dica é marcar na agenda: em 23 de dezembro de 2026, outra superlua promete encerrar o ano com chave de ouro, sendo uma das mais próximas da Terra desde 2019. A observação da maioria desses eventos não exige equipamentos especiais, mas binóculos podem ajudar a apreciar detalhes das conjunções.