STF realiza evento “Democracia Inabalada” para relembrar três anos dos ataques de 8 de janeiro
Programação em Brasília inclui exposição, documentário e debates sobre atos golpistas; corte já condenou Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado
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O Supremo Tribunal Federal (STF) promoverá, no próximo dia 8 de janeiro, um evento em Brasília para marcar os três anos dos ataques golpistas que depredaram as sedes dos Três Poderes. Intitulado “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, o encontro terá uma programação que inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate.
A cerimônia começa no início da tarde com a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, no Espaço do Servidor do STF. Em seguida, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução” no Museu do tribunal. A programação segue com uma roda de conversa com profissionais da imprensa e finaliza com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer” no Salão Nobre do Supremo.
Ao lembrar os dois anos da data, em 2024, o então presidente do STF, ministro Edson Fachin, classificou os atos como a “face visível” de um movimento “subterrâneo” que articulava um golpe de Estado. “Relembrar esta data, com a gravidade que o episódio merece, constitui, também, um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história”, afirmou na ocasião.
Os ataques de 8 de janeiro de 2023 foram o ápice de uma escalada de atos golpistas iniciada logo após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro de 2022. O movimento, que incluía fechamento de rodovias e acampamentos em frente a quartéis, também registrou episódios como a implantação de uma bomba próximo ao Aeroporto de Brasília e a invasão de uma delegacia da Polícia Federal.
Após investigações, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado, responsabilizando-o por uma conspiração para anular o resultado das eleições e permanecer no poder. Segundo a decisão, Bolsonaro tentou convencer comandantes militares a aderirem ao golpe.