31 de julho de 2025
CRIME ORGANIZADO

Pauta da segurança pública leva Senado a criar Comissão Parlamentar de Inquérito

Objetivo do colegiado é apurar a atuação, expansão e funcionamento de organizações criminosas no país, em especial facções e milícias

Por Patrícia Fahlbusch
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Ministro compartilhou sua experiência no enfrentamento de organizações criminosas - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Com a pauta da segurança pública em alta fora do Parlamento em 2025, o Senado decidiu colaborar com o combate à violência e instalou a Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado. O objetivo é apurar, no prazo máximo de 120 dias, a atuação, expansão e funcionamento de organizações criminosas no país, em especial facções e milícias. Os senadores querem entender desde as condições de instalação e desenvolvimento do crime organizado em cada região, bem como as estruturas de tomada de decisão na busca por soluções para o combate a esses grupos.

Os senadores querem aperfeiçoar a legislação atualmente em vigor voltada ao combate a facções criminosas e grupos paramilitares. O presidente da CPI é o senador Fabiano Contrato, do PT do Espírito Santos, e também delegado de polícia há quase 30 anos. O relator é o senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe. Mesmo recentemente criado, o colegiado já conseguiu a participação do ministro da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para debater sobre o tema.

“Hoje, a criminalidade se tornou um fenômeno extremamente complexo. A criminalidade não é mais local, não é mais nem mesmo nacional. Me refiro ao crime organizado. É global, um fenômeno absolutamente preocupante. É um fenômeno que preocupa tanto quanto o aquecimento global, como as guerras regionais, a corrida armamentista, a corrida por armas nucleares. Preocupa tanto quanto as catástrofes climáticas. O terrorismo, o crime organizado não tem, na minha concepção, nada a ver com terrorismo ou fenômenos diferentes. Então, hoje, é um fenômeno global”, afirmou Ricardo Lewandowski.