Tornozeleira de detento cego desaparecido por dois dias estava sem sinal
Mesmo usando tornozeleira eletrônica, homem com deficiência visual e intelectual sumiu por dois dias após soltura sem aviso à família
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Ernesto Floriano Damasceno, cego de um olho e com deficiência intelectual, ficou desaparecido por cerca de dois dias após ser solto no sábado (28/12) do Centro de Progressão Penitenciária (CPP), no Distrito Federal, mesmo usando tornozeleira eletrônica.
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seape), o dispositivo de monitoramento perdeu o sinal, ocorrência que foi registrada e comunicada imediatamente ao Poder Judiciário, conforme os protocolos vigentes.
O homem foi localizado na tarde de segunda-feira (29/12) em um ônibus do BRT de Santa Maria, após ter sido reconhecido por uma cobradora.
Familiares e a defesa afirmaram não ter sido informados sobre a soltura, o que colocou Ernesto em situação de vulnerabilidade. A advogada Polyana Peixoto da Cruz relatou que, em liberações anteriores, havia aviso enviado por e-mail, mas desta vez não houve comunicação à família ou à defesa.
Ernesto cumpria pena por descumprimento de medida protetiva contra a cunhada e por ameaças. A Seape destacou que a decisão judicial que autorizou a soltura não determinava aviso formal à família ou defesa, e que o alvará de soltura ficou disponível para acompanhamento no processo judicial, sem falha nos procedimentos administrativos.