Pesquisa mostra que 83% dos brasileiros estão otimistas para 2026; jovens lideram esperança por ano melhor
Levantamento do Instituto Locomotiva revela que população quer poupar, cuidar da saúde e se ver como agente da própria mudança. Otimismo é maior entre jovens de 18 a 29 anos
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O brasileiro entra em 2026 com otimismo e planos concretos para melhorar a própria vida. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro, divulgada neste fim de ano. Segundo o levantamento, 83% da população acredita que o próximo ano será melhor que 2025 – o equivalente a cerca de 135 milhões de pessoas.
O índice de esperança é ainda maior entre os jovens de 18 a 29 anos: 93% acreditam em um 2026 melhor. Entre os maiores de 50 anos, o percentual cai para 73%. “Juventude é o segmento que tem mais futuro disponível: menos amarras, mais capacidade de recomeço”, analisa Renato Meirelles, presidente do Locomotiva.
Promessas práticas
A pesquisa mostra que o brasileiro não espera milagres, mas planeja agir. 56% pretendem fazer promessas de ano novo, com destaque para:
- Poupar dinheiro (90%);
- Melhorar a alimentação (89%);
- Praticar mais atividade física (86%);
- Fazer algo para melhorar a aparência (79%);
- Começar um curso (52%).
Além disso, 52% dos entrevistados acreditam que eles mesmos são os principais agentes para melhorar sua vida em 2026, seguidos por Deus ou a igreja (22%) e a família (11%).
Visão política influencia otimismo
O alinhamento político aparece como um fator que molda as expectativas. Entre quem se declara de esquerda, o otimismo com a economia chega a 70% e com o governo federal a 69%. Já entre os de direita, os percentuais caem para 25% (economia) e 23% (governo federal).
Apesar do otimismo pessoal, a visão sobre o país é mais cautelosa: 41% acreditam que o Brasil irá melhorar em 2026, 26% que ficará igual e 33% que piorará.
“A pesquisa mostra um Brasil com um otimismo pé no chão. O brasileiro quer organizar a vida: cuidar do corpo, comer melhor, poupar dinheiro, buscar um curso, trocar de emprego. Não está esperando milagre, está montando um plano”, resume Meirelles.