31 de julho de 2025
incomum

Processo judicial pode interromper show de Anitta para citação; entenda

Processo milionário movido por estilista contra a cantora e a C&A avança com decisão que prevê notificação nos "Ensaios da Anitta"

Por Redação
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Anitta - Foto: Reprodução/Instagram

O processo judicial milionário movido pela estilista Lucia Helena da Silva e sua marca, a Ropahrara, contra a cantora Anitta e a varejista C&A teve uma decisão que pode levar a um cenário incomum nos palcos. A Justiça autorizou que a cantora seja citada pessoalmente por um oficial durante suas apresentações no início do próximo ano, caso outros meios de notificação não sejam bem-sucedidos.

O processo, estimado em cerca de R$ 1 milhão e iniciado em 2024, enfrenta dificuldades para avançar devido à problemática citação da cantora. Mudanças de endereço e deslocamentos frequentes da artista têm impedido a conclusão dessa etapa processual fundamental. Diante deste entrave, as autoras da ação solicitaram à Justiça, no início de dezembro, que a notificação fosse realizada diretamente em dois shows já agendados.

Os espetáculos indicados são parte da turnê "Ensaios da Anitta", marcados para 24 de janeiro de 2026, em Campinas, e 8 de fevereiro do mesmo ano, em São Paulo. A defesa da estilista argumentou que a prática de citação em apresentações artísticas já possui precedentes, citando casos envolvendo outros artistas. No dia 18 de dezembro, a juíza responsável pelo caso acatou o pedido, deferindo a expedição dos mandados para que um oficial de justiça tente a citação pessoal de Anitta nessas datas.

O cerne da disputa judicial alega violação de direitos autorais e propriedade intelectual. Lucia Helena afirma que Anitta utilizou peças de sua autoria, sem a devida autorização ou créditos, em alguns de seus clipes musicais mais populares, e que a C&A teria comercializado produtos com elementos similares aos de suas criações. A medida judicial nos shows representa um passo para desbloquear o andamento deste processo milionário.