31 de julho de 2025
RELIGIÃO

Papa Leão XIV faz crítica indireta a políticas anti-imigrantes em sermão de véspera de Natal

Em sua primeira Missa do Galo, pontífice afirma que “recusar os pobres e estrangeiros é recusar Deus”; cerca de 6 mil pessoas participaram da cerimônia na Basílica de São Pedro

Por Redação
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Papa Leão XIV reza a primeira Missa do Galo de seu pontificado, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, em 24 de dezembro de 2025 - Foto: Reprodução

Em seu primeiro sermão de véspera de Natal como líder da Igreja Católica, o Papa Leão XIV usou a história do nascimento de Jesus em um estábulo para fazer uma forte defesa dos pobres e imigrantes, em aparente crítica a políticas de exclusão como as do ex-presidente dos EUA Donald Trump. Durante a Missa do Galo na Basílica de São Pedro, nesta quarta-feira (24), o pontífice afirmou que “na Terra, não há lugar para Deus se não houver lugar para a pessoa humana”.

Leão XIV, eleito em maio para suceder o falecido Papa Francisco, destacou que o episódio bíblico da negação de hospedagem a Maria e José deve servir como alerta para os cristãos de hoje. “Recusar um é recusar o outro”, declarou, referindo-se à ligação entre acolher o próximo e acolher a Deus. Cerca de 6 mil fiéis acompanharam a cerimônia dentro da basílica, enquanto outros 5 mil assistiram por telões na Praça de São Pedro, mesmo sob forte chuva em Roma.

O papa, nascido nos Estados Unidos e conhecido por priorizar temas sociais, citou ainda uma frase do Papa Bento XVI para lamentar a indiferença do mundo em relação a crianças, pobres e estrangeiros. “Enquanto uma economia distorcida nos leva a tratar os seres humanos como mera mercadoria, Deus se torna como nós, revelando a infinidade dignidade de cada pessoa”, afirmou.

Antes do início da missa, Leão XIV, de 70 anos, cumprimentou os fiéis que aguardavam do lado de fora. “Admiro, respeito e agradeço a coragem de vocês e o desejo de estarem aqui esta noite, mesmo com este tempo”, disse.

Nesta quinta-feira (25), o papa celebrará a Missa de Natal e proferirá a tradicional mensagem “Urbi et Orbi” (“À cidade e ao mundo”), transmitida globalmente. Seu discurso reforça a continuidade de uma linha pastoral voltada para a inclusão e a dignidade humana, marca de seu pontificado desde sua eleição.