31 de julho de 2025
MUNDO

Justiça dos EUA condena Johnson & Johnson a pagar R$ 8,3 bilhões a paciente com câncer ligado a talco

Valor, o maior já imposto a um único paciente, inclui indenização punitiva; farmacêutica alega "pseudociência" e anunciou recurso

Por Redação
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Johnson & Johnson é condenada a pagar R$ 8,3 bilhões a paciente - Foto: NurPhoto/Gettyimages

A Justiça dos Estados Unidos condenou a gigante farmacêutica Johnson & Johnson a pagar US$ 1,5 bilhão – cerca de R$ 8,3 bilhões – a uma paciente que desenvolveu câncer após anos de uso do talco da marca. Cherie Craft foi diagnosticada com mesotelioma, tipo de câncer que afeta membranas que revestem órgãos como pulmões, coração e abdômen, e que pode estar relacionado à exposição ao amianto, substância tóxica já associada ao produto.

O valor da condenação inclui uma indenização compensatória de US$ 59,84 milhões (R$ 330,3 milhões) para cobrir despesas médicas, dor, sofrimento e perda de renda, além de uma indenização punitiva de US$ 1 bilhão (R$ 5,5 bilhões) aplicada à Johnson & Johnson, e outros US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões) a serem pagos pela subsidiária Pecos River Talc.

Este é considerado o maior valor já determinado em um caso individual contra a empresa, que enfrenta cerca de 67 mil processos judiciais relacionados ao talco, retirado do mercado em 2023. A defesa de Craft afirmou que a paciente usou o produto diariamente até ser diagnosticada com a doença.

Em resposta, a Johnson & Johnson anunciou que recorrerá da decisão, classificando o veredito como “inconstitucional” e baseado em “pseudociência”. Erik Haas, vice-presidente global de litígios da empresa, reiterou que o talco não contém amianto e não causa câncer.

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