Saiba o que disse a defesa de Heleno após Moraes conceder prisão domiciliar
Advogados afirmam que decisão reconhece direito à saúde e dizem que general cumprirá todas as medidas impostas
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A defesa do general da reserva Augusto Heleno se manifestou nesta segunda-feira (22) após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar o cumprimento da pena em regime de prisão domiciliar humanitária. Heleno foi condenado a 21 anos de prisão no processo que apura a participação no núcleo central da trama golpista investigada pela Corte.
Em nota, os advogados afirmaram que a decisão representa o reconhecimento da necessidade de preservação de direitos fundamentais, especialmente os relacionados à saúde e à dignidade da pessoa humana. Segundo a defesa, desde o início da ação penal foi apontada a incompatibilidade entre o estado de saúde do general e o cumprimento da pena em ambiente prisional.
De acordo com os advogados, Augusto Heleno, de 78 anos, necessita de cuidados especiais, o que foi comprovado por laudo médico pericial encaminhado ao STF. O documento teria embasado a decisão do ministro Alexandre de Moraes ao autorizar a conversão do regime.
A nota é assinada pelo advogado Matheus Mayer Milanez, que afirma que o general irá cumprir integralmente todas as medidas cautelares determinadas pela Justiça e permanecerá ao lado da família durante o período de prisão domiciliar.
A defesa também reiterou confiança no Judiciário e destacou que continuará atuando no processo com base na legalidade, no respeito às instituições e na observância da Constituição Federal. Veja a nota na íntegra abaixo:
“A defesa do General Augusto Heleno recebeu, hoje, a decisão do Ministro Alexandre de Moraes concedendo prisão domiciliar humanitária, no âmbito da Execução Penal 168.
A decisão representa o reconhecimento da necessidade de observância dos direitos fundamentais, especialmente o direito à saúde e à dignidade da pessoa humana. Desde o início, a defesa demonstrou a incompatibilidade da prisão em ambiente carcerário com o quadro de saúde do General, que, aos 78 anos, requer cuidados especiais.
A concessão foi fundamentada em laudo pericial médico que atestou a condição de saúde do General e os riscos do encarceramento. Trata-se da aplicação da lei e da Constituição Federal, que protegem a vida e a saúde de todos os cidadãos.
O General cumprirá todas as medidas cautelares impostas e permanecerá ao lado de sua família. A defesa reitera sua confiança na Justiça e seguirá atuando com dedicação, técnica, legalidade e respeito às instituições.”