31 de julho de 2025
liminar concedida

Bastidores do STF indicam que ministros devem manter suspensão de resgate de 'Orçamento secreto' decidida por Dino

Na prática, a medida favorece o governo Lula, que negociou o pacote fiscal como parte do esforço para fechar as contas em 2025

Por Redação
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Na prática, a medida favorece o governo Lula, que negociou o pacote fiscal como parte do esforço para fechar as contas em 2025 - Foto: Câmara dos Deputados

Se depender do clima nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), os demais ministros devem referendar a decisão do ministro Flávio Dino, que suspendeu a previsão de resgatar emendas parlamentares ligadas ao extinto “Orçamento secreto”. Um magistrado ouvido sob reserva pela CNN avaliou que a medida foi coerente com o entendimento consolidado na Corte sobre a inconstitucionalidade desse tipo de repasse.

A liminar foi concedida nesta semana no âmbito de uma ação movida pela Rede e pelo PSOL. Ela suspende um trecho do projeto de ajuste fiscal – que corta benefícios tributários e taxa bets – que, como um “jabuti”, tentava revalidar restos a pagar de emendas parlamentares de 2019 a 2023, anteriormente cancelados.

Dos cerca de R$ 1,9 bilhão envolvidos, aproximadamente R$ 1 bilhão se refere às extintas “emendas de relator” (RP9), modelo que deu origem ao “Orçamento secreto” e já foi declarado inconstitucional pelo STF. A decisão de Dino tem caráter preventivo, valendo até que o plenário da Corte se manifeste, e foi tomada antes mesmo da sanção presidencial do projeto.

Na prática, a medida favorece o governo Lula, que negociou o pacote fiscal como parte do esforço para fechar as contas em 2025. O projeto foi peça-chave, por exemplo, na polêmica articulação no Senado que permitiu a aprovação do PL da Dosimetria em troca da agenda econômica. A expectativa é que o plenário do STF mantenha o bloqueio, alinhado à jurisprudência já estabelecida contra as emendas de relator.