31 de julho de 2025
ALAGOAS

PM de Alagoas abre processos disciplinares contra militares suspeitos de homicídios em Penedo e Arapiraca

Casos ocorreram no último fim de semana e envolvem um feminicídio e um assassinato com motivação passional; procedimentos podem resultar na exclusão dos policiais da corporação

Por Redação
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PMs suspeitos de homícidios em Alagoas - Foto: Reprodução

A Polícia Militar de Alagoas (PMAL) instaurou processos administrativos disciplinares contra dois militares envolvidos em assassinatos registrados no último fim de semana nos municípios de Penedo e Arapiraca. As portarias foram assinadas pelo comandante-geral da corporação e têm como objetivo avaliar a permanência dos policiais nos quadros da instituição.

No primeiro caso, a PMAL abriu um Conselho de Disciplina para apurar a conduta do cabo José Maxuel Lemos Simões, lotado no 11º Batalhão. Ele foi preso suspeito de cometer feminicídio qualificado contra a enfermeira Ana Beatriz Cavalcante Ramos, morta a tiros no dia 12 de dezembro de 2025, em Penedo. A arma utilizada seria de uso restrito.

Após o crime, o militar fugiu, mas acabou preso. A prisão em flagrante foi homologada durante audiência de custódia. Segundo a PM, a conduta atribuída ao cabo, em tese, fere deveres funcionais e princípios que regem a administração pública militar, o que pode resultar em sua exclusão da corporação.

Caso em Arapiraca

O segundo procedimento envolve o soldado Weliton Miguel dos Santos, que integra a 7ª Companhia Independente. Contra ele, foi instaurado um Processo Administrativo Disciplinar Simplificado, que será conduzido por um oficial designado pelo comandante-geral.

De acordo com as informações iniciais, o soldado é suspeito de matar o enfermeiro Ítalo Fernando de Melo dentro de um motel, no dia 14 de dezembro de 2025, em Arapiraca. A investigação aponta que o crime teria motivação passional. A vítima estava no local acompanhada da esposa do militar, quando houve o conflito que terminou com disparo de arma de fogo.

A PMAL informou que acompanha os desdobramentos dos casos e reforçou que não compactua com desvios de conduta, adotando as medidas administrativas cabíveis sempre que há indícios de crimes praticados por integrantes da corporação.